Não estou acompanhando o Campus Party e o pouco que sei a respeito é por meio de algumas notícias e posts que surgem no meu leitor de feeds. Acabei chegando à conclusão de que aquele famigerado LiveStream só deve ser interessante para quem está no evento, ou passou por lá ou se interessa demais, pois para um leitor normal é uma merda: muita informação sobre detalhes inúteis e pouca cobertura sobre, sei lá, o próprio evento.
Mas, de qualquer modo, pelo clima e divulgação da coisa toda, imagina-se que haja algo mais além dos computadores e da internet ultra-rápida. Num dos blogs do Estadão, por exemplo, o evento foi chamado (sarcasticamente) de Woodstock dos Nerds, o que, dada a natureza da reunião e a maturidade sexual dos participantes, torna o termo relativamente oportuno.
Mas na prática, como sempre, a teoria é outra.
Acontece que a denominação caiu por terra, ao menos para mim, depois que li um post do Daniel Duende, que está por lá cobrindo o evento junto com uma legião de blogueiros, onde ele diz o seguinte:
Se essa deveria ser uma "festa", por que é que é proibido beber, fumar, transar dentro das barracas (ou em qualquer outro lugar do evento) e, PORQUE é que todo mundo está falando o tempo todo em ganhar dinheiro (Até a palestra sobre o Second Life fala sobre como ganhar dinheiro no jogo!!!)?
(grifo meu)
Depois disso, estou vendo o Campus Party mais como uma gigantesca lan-house do que como qualquer outra coisa.

Será que só eu acho que escrever "Speedy" nas barracas é um tanto contraditório? Ironia fina.
Poxa. Se numa "festa" de quatro ou cinco dias, com três mil pessoas, não se pode nem beber, nem fumar, nem trasar -- e a intuição me diz que, absurdo!, substâncias ilícitas também estão fora de questão -- me digam, qual é a graça? Eu gosto de downloads rápidos, mas não tanto assim.
E ao invés de beberem ou fumarem ou transarem, que é o mínimo que se espera de eventos desse porte, só falam de grana.
Também pudera, nessa compulsão blogosférica por Adsense, não é de se espantar que tenham monetizado a festa.