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Poucas coisas que comecei duraram o tempo suficiente para que pudessem aniversariar, porque vou me cansando delas e resolvo começar outras e outras. Mas aí agora há pouco descobri que hoje é dia 20 de agosto e este espaço, algo nômade, completa um ano -- ou 366 dias, e talvez o fator de "longevidade" seja um primeiro ano bissexto, não sei; numerologia. Mas como não costumo dar muito bola nem pro meu próprio aniversário, EMPREENDI, sei lá, uns 3 ou 4 segundos pensando no que eu poderia dizer ou que análise poderia fazer sobre o que ocorreu nesse período. O resultado de tal demorada reflexão, vos digo, foi que o blog resistiu por um ano por ser algo versátil o bastante para oscilar junto com o meu interesse e, por isso, é capaz que dure mesmo mais um bocado de tempo. É, eu sei, desculpe.
Por outro lado, o único balanço realmente relevante e que, sim, me deixou um tanto feliz, foi ter constatado que nesse período trombei com várias pessoas interessantes com as quais, suponho, não trombaria de outra maneira, além de ter divido com algumas delas umas várias garrafas de cerveja em vitórias, pra dizer o mínimo, ÉPICAS.
Não levo essa coisa de blog a sério, não quero que me levem a sério e também não levo nenhum de vocês a sério. Posto isso (e roubando uma expressão do vizinho), cuspo em quem sacraliza essa bobagem toda. O que esse ano de fato me mostrou, e que a partir de hoje será oficialmente a razão de ser do blog, é que preciso beber com muita gente que eu ainda não conheço pessoalmente (yes, looking at you). Claro, além continuar bebendo com os já conhecidos.
Agradeço vocês. E tal.
A quem interessar possa, sugiro que desfira um olhar demorado sobre a nova imagem que repousa no cabeçalho acinzentado deste espaço e repita comigo, percorrendo-a cuidadosamente da esquerda pra direita:
"Ianque, inglês, francês & nazi." (x4)
Omito desavergonhadamente a fonte porque encontrei a foto cá nos meus diretórios digitais com um nome deveras revelador: 27239r. As informações históricas & estilísticas que estavam escritas a mão no topo da imagem compõe o mantra acima.
Eis tudo.
Mas preferiria, confesso, expor máscaras de gás noutro contexto, algo, digamos, menos histórico e mais AGRESSIVO, mas seria um tanto difícil competir pela atenção do ilustre visitante que, aliás, se bem o conheço, já deve estar se perguntando o que a porra da imagem tem a ver com o nome do blog e o que ambos -- assim, porque tenque ter um significado -- têm a ver com o que escrevo por aqui.
Resposta rápida: nada.
Mas tem tudo a ver.
Restabelecida a ordem, vos informo sobre um detalhe, novo e de pequena importância: agora a navalha vem na frente do selvagem, e não depois. O "blog/", este apêndice, foi cirurgica e impiedosamente removido. Quero dizer, assim ó: http://navalha.opensadorselvagem.org. Entenderam? Mais bonito.
É algo de pouca importância porque o endereço antigo já redireciona pra cá e -- teoricamente -- nenhum link quebrou. O que também é bonito.
(Esse post não faz mais sentido algum, mas o preservo por motivos óbvios.)
...para não deixá-los de mãos vazias e compensar a leitura dos dois parágrafos acima repletos de tecnochatices e detalhes que não importam a ninguém:

O que, claro, é muito mais bonito.
Porque hoje pode não ser sábado, mas é quarta.
Ler o próprio blog é, de certa forma, patético. Também pode ser nostálgico e divertido, mas não foi o que senti enquanto estive dando uma olhada nos posts dos últimos meses. Um fenômeno curioso que já havia notado e do qual obtive confirmação nesse passeio despreocupado pelos arquivos, é que os posts que me dão mais trabalho e que julgo serem os melhores têm menos comentários (ou nenhum) em relação àqueles que escrevo sem muita preocupação ou que me arrependo de tê-los publicado (vários). Eu não sei bem o que isso quer dizer.
Por causa disso (e também porque sou um tanto sem vergonha), pincei uns posts que eu gosto para improvisar uma breve coletânea underrated de mim mesmo. Pois caso você, como eu, esteja aí sem fazer nada e prestes a ler seu próprio blog (se tiver um), pode deixar de lado essa idéia horrível e prejudicial ao seu humor para ler as besteiras de outrem -- no caso, as minhas.
- Utopia Vegetariana: eu estava meio incrédulo.
- sem contraste: eu estava meio descontente.
- Fist Fuck: eu estava engraçadinho.
- Nem tudo são plantas psicotrópicas: eu estava no ônibus.
- O Último Curta de Quinta: eu estava fazendo uma coletânea.
- Kaiser Blues: eu estava bêbado.
- Veia Científica: eu estava (e ainda estou) procurando um emprego.
- Não pare de fumar: eu estava sem muita paciência.
O leitor atento deve ter notado que costumo recorrer à figura do leitor atento para revelar algo que eu gostaria que qualquer pessoa não-tão-atenta pudesse ter notado -- o que nem sempre acontece; ou pelo menos eu não sei quando acontece.
De qualquer forma, o folclórico leitor atento -- que em meu delírio é também bastante assíduo, quase obcecado, para reduzir essa anormalidade numa só palavra -- deve ter notado um acréscimo na freqüência de atualizações cá deste espaço. Se não, basta olhar os números ali ao lado. Não que isso signifique algo realmente relevante ou que a quantidade implique na qualidade (não, não implica), mas eu o fiz justamente porque poderia fazer -- e é bom dar-se ao luxo de cumprir metas insignificantes antes de partir para Everests maiores e etc. Pareceu-me legal. Fiz somente para ter o prazer bobo de olhar, pelos próximos segundos, e dizer para mim mesmo que "porra, nesse mês de março eu publiquei (estatisticamente) um post por dia!" (E é bem verdade que eu poderia ter feito isso em fevereiro, mas vocês não iam me dar tanto crédito assim, nem mesmo num ano bissexto como esse.)
Sei que esses textos mais curtos e meio soltos podem interessar menos do que os mais longos e articulados, mas estes me cansam um pouco e aqueles me divertem mais.
Não pretendo, no entanto, manter o embalo que adquiri nesses dias: a simples idéia de um compromisso diário me enfada por antecipação. Já cumpri essa meta simbólica. Agora partirei para outras, que podem ir desde postar somente nos dias pares ou nos ímpares, nos que coincidem com os números do Lost ou nos múltiplos de 19. Ainda vou me decidir, mas é bem provável que só o farei quando estiver afim -- como é o natural.
Ainda em defesa dos textos curtos, posso dizer que eu os julgo interessantes não só pela comodidade de quem os escreve, mas pelo tipo de impacto que causa no leitor. Desnecessário dizer que eu escrevo justamente o que eu gostaria de ler (parece-me óbvio que todos também fazem isso... é o mínimo que se espera de vocês, colegas) e quando esbarro com esse tipo de coisa por aí, rápido, informal e sem vontade de agradar, leio com prazer -- geralmente discordando, mas discordando gostoso. E quando o meu leitor de feeds se enche de textos cujos autores que não conseguem deixar de lado a sanha (entre muitas aspas) "jornalística" de trazer os fatos à seco, tratá-los com argumentação calculada e, horror!, politicamente correta, fico, er, zangado. Não zangado zangado, mas zangado.
Esse texto, que já deixou de ser curto mas nem por isso passou a ser sério, pode ser entendido como um elogio às crônicas. Ou, sem tanta pretensão, aos causos. Não quero ficar fazendo ressalvas óbvias nem tentar expor os dois lados da coisa -- porque tanto faz --, mas ficar repetindo notícias toda hora ou encaixar palavras-chave no modelo introdução-desenvolvimento-conclusão não é legal. Reanalisar o que já foi analisado à exaustão me parece um desperdício de recursos e não é algo que eu goste muito ler.
Voltando à vaca fria ou ao leitor atento que, além de não ter abandonado a leitura no meio do post, também já deve ter notado que a coerência por aqui é algo, se não volátil, consideravelmente maleável, eu posso, como já o fiz, insistir, vez ou outra, em bater nas teclas que acabei condenar. Afinal, o que seria do texto curto e pessoal sem o longo e impessoal? O que seria da coerência sem a incoerência?-- vocês entenderam o espírito da coisa.
E ainda, para encerar, o que seria do mitológico leitor atento sem os leitores relapsos? Sem os pára-quedistas?
Acho que é isso.
* * *
PS: Acabo de constatar que esse tema tem um bug na hora de exibir os arquivos do blog no 31º dia do mês. Tinha visto isso acontecer em dezembro, mas achei que era por causa da mudança de ano (?). Em janeiro esqueci de olhar. Em nome da procrastinação e, claro, da análise empírica dos fatos, em 31 de maio eu provo minha teoria... Mas acreditem na minha contagem.
esta NAVALHA - algo infame, diga-se - nada mais é que um espaço para coisas que me interessam. portanto, por aqui não há linha editorial, nem propagandas, nem post-pago, nem puxação de saco, nem nada.
o binômio-título - navalha infame - é fruto de um mau gosto congênito e de um impulso inexplicável pela aglutinação quase aleatória de palavras que pouco ou nada têm a ver entre si. às vezes tenho a impressão que parece ser nome de banda de post-punk que nasce de uma improvisação já em cima do palco e morre na mesma semana, antes do segundo show.
e talvez por isso é que NAVALHA é o nome que predomina e jaz, agora solito, ali no título das páginas.
de qualquer forma, peço apenas que não me leve, assim como não levo vocês, a sério.
não vale a pena.
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as coisas aqui estão sob creative commons 2.5, o que significa que você pode me citar em outros lugares sem pedir minha autorização - mas obrigatoriamente citando a fonte. o que você não pode é criar obras derivadas ou usar meu conteúdo para fins comerciais. clica no link pra ver mais detalhes, ô bagual.
(todo o parágrafo anterior, no entanto, pode ser ignorado se você tiver a minha autorização para tal. você não tem. mas pode pedir, se for o caso.)
no mais, você pode (e deve) assinar o feed para não precisar se dar ao trabalho de vir aqui ver se tem algo novo.
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e desde a publicação deste post, a epígrafe oficial do blog é a seguinte frase proferida por Ivan Cardoso:
Cardoso que é Cardoso é gostoso e gosta de ver mulher nua no cinema.
eis tudo.
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sobre mim, saibam que nasci nos primeiros meses de 87, num ponto do eixo RS-MG, mais precisamente no estado e na cidade de São Paulo, carregando genes dos dois extremos desta linha imaginária e sendo paulistano por puro (e feliz) acaso geográfico.
e já faz uns anos, contudo, que resido no centro de Curitiba por conta da faculdade e por vezes vou me enfiar no interior de SP para a devida desintoxicação.
se quiser entrar em contato e/ou chamar para uma cerveja, deixa um comentário aí embaixo ou em algum post, utilizando um e-mail válido, que eu retorno.
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além da NAVALHA, mantenho também o NICOTINE BOP, que vale uma visita se você não estiver num computador público e tal. junky erotica & fumaça para todos.
há alguns posts meus no IMPOP, comentários no twitter & músicas no last.fm.
ou você pode clicar aleatoriamente nos links à direita e vencer.
