Results tagged “blogs” from navalha

Instabilidade

Porque nós mudamos de servidor e, como em qualquer mudança, demora um pouco até conseguirmos arrumar a casa e fazer os reparos necessários. E depois de várias horas offline -- com esporádicos e lamentavelmente breves momentos online -- as variáveis vão se acomodando e se cansando, também. Aos poucos tudo volta ao normal. (E a gente só lembra da merda toda quando acontece de novo, não é mesmo?)

Revamp

Após alguns minutos de conversa com o Rafael, algumas horinhas de pesquisa e confecção de um clone em pequena escala deste blog-farm para testar o comportamento arisco dessas coisinhas diante de um upgrade merecido, finalmente, agora há pouco, substituí os arquivos necessários (não sem aquela sutil sensação de que iria dar merda) e, para minha surpresa, tudo funcionou como deveria.

Se tudo deu certo mesmo, vocês aí da platéia não vão ver diferença alguma, mas cá atrás das cortinas a coisa mudou bastante. Por isso, e por estar ainda um tanto desconfiado, peço que se virem qualquer mais estranha que o usual, avisem. Certo?

Links para todos os gostos

Uma coisa que sempre achei legal mas nunca fiz é montar um post repleto de links e recomendações, pois acabo me esquecendo de reunir essas coisas, ou comento uma ou outra separadamente ou o que julgo legal de postar como novidade já não é novidade pra mais ninguém.

Mas eis que por um golpe de sorte acabei trombando vários bons links ao mesmo tempo e reuno-os aqui. Se não for novidade, paciência. Vocês não estão pagando nada mesmo.

...

A justiça é supostamente cega e de vez em quando meio burra. Via Pedro Dória tomei conhecimento da possibilidade de bloqueio do Wordpress.com cá em terras tropicais. Além de ser a antiga casa deste blog, é servidor de mais de 1 milhão de blogs brasileiros. A Gabriela, sempre atenta, fez um post com mais detalhes e deixou por lá um questionamento importante. Foi criado também um blog para protestar contra a possibilidade do bloqueio.

É bem pior do que ficar sem Youtube, não?

...

O Vinhal -- erroneamente chamado por mim de Vidal, o que quase custou a integridade física de minha jugular -- trouxe uma boa notícia para a anaeróbica televisão brasileira: talk show do Zé do Caixão! (Com trailer e tudo, vejam lá.)

É uma pena, porém, que seja no Canal Brasil, disponível (até onde eu saiba) apenas na TV paga. Mas, ainda assim, será um marco. Aos mais abastados, estréia dia 25 de abril. À meia-noite, claro. Aos abastados e filantrópicos, deixo meu pedido para que copiem os programas e compartilhem conosco, sim?

(Eu, que descobri recentemente dispor de uma espécie de "tv a gato", consegui por uma vez encontrar o Canal Brasil, embora hoje ele tenha desaparecido sem deixar vestígios...)

(Já postei algumas coisas sobre o personagem de Mojica Marins. Dêem uma olhada aqui e aqui e aqui.)

...

E por falar em trailer, vejam isso.

...

Estreou na Band, esses dias, o CQC (que, aliás, é bom). Mas eu só disse isso porque esbarrei com dois links do Marcelo Tas: 1º) um texto sobre as indenizações que Ziraldo e Cony vão receber do governo; e 2º) um vídeo bem legal sobre a China e como eles copiam descaradamente as coisas por lá.

...

A Olivia disse tudo o que eu gostaria de ter dito sobre essa blogagem inédita reloaded que está sendo promovida pelo Edney. Os comentários do post também são bem interessantes.

...

Nos primórdios não tão distantes deste blog, ainda no endereço antigo, eu mantinha um link para os meus itens compartilhados do Google Reader na barra lateral. Algum tempo depois eu não consegui mais acessá-lo e retirei o negócio. Coloquei-o novamente agora, nessa semana ou na outra, e creio que seja útil. Pelo menos compensa as diversas omissões na relação de sites favoritos ali ao lado (eu não tenho muita paciência pra ficar inserindo sites ali). E os links geralmente são muito bons.

...

E para finalizar este post que não por coincidência é muito semelhante ao do João Barreto, mando-os pra lá para que sigam outros links recomendados por ele. Visitem-no enquanto a justiça brasileira permite.

...

Eis tudo.

Da Infinita Estupidez

As pessoas, em geral, são idiotas e isso não é novidade.

A internet, especialmente o combo Google + espaço para comentários, nos traz provas dessa infinita estupidez todos os dias.

Há uns três meses, recebi o melhor comentário desse blog, no post do curta A Janela Aberta. Ele ficou parado na moderação e eu tinha até me esquecido dele. Com esse post, imortalizo-o:

lidia elizabeth gunza

boa tarde , a toda equipa do janela aberta saudades deste programa janela a berta estudo no brasil gostaria de dizer saudades da musica angola bjo para minha mae dona madalena vive no bairro popular bjao para todas minhas amiga bezinha tas no meu coraçao bjao para o meu pai sr domigos

Uma única leitura não é suficiente para captar os detalhes contidos nessas poucas palavras. E é impossível dizer o que se passava na cabecinha da adorável Lidia...

Blogar... uma profissão?

O Yuri Almeida me passou esse meme, que foi proposto pelo Thalles Waichert: "blogar" (pausa dramática)... uma profissão?

Não. E nem deveria.

Aqui vão os meus dois centavos:

Uma das acepções da palavra profissão, segundo o bom e velho Aurélio, é "meio de subsistência remunerado resultante do exercício de um trabalho", e acredito que a pergunta inicial esteja sendo feita nesse sentido. Então, para considerar o ato de "blogar" uma profissão, é preciso entendê-lo como um trabalho. E isso exige um alto nível de abstração.

Primeiro por que parto do pressuposto de que um blog não passa de uma ferramenta para discussões e disseminação de conteúdo -- seja ele bom ou ruim, útil ou não. Há alguns deslumbrados que vêem nos blogs uma entidade metafísica de networking e, antes de tudo, uma máquina de dinheiro. A partir do momento que as pessoas passam a dar mais importância aos talheres do que ao bolo, elas estão sendo idiotas. E é simples assim.

Logo, os que vêem nos blogs uma profissão, um meio de subsistência remunerado, não têm outra escolha senão lustrar os talheres e oferecer conteúdo raso para capturar pará-quedistas via Google -- salvo raras exceções que, suponho, devam existir. Eu não vejo uma forma inteligente de ganhar mais do que alguns trocados com blogs sem apostar na futilidade e em incontáveis (e inconvenientes) anúncios por todos os cantos.

Segundo, e acho que esse é o ponto mais relacionado com o meme em si, jornalistas são jornalistas e os que têm blogs, têm blogs. É bem simples também. Fiz até um desenho:

Blogosfera jornalística

Eu sei, tem pelo menos 3 erros aí.

Certa vez li em algum lugar que para ser um jornalista é essencial ter um ego avantajado. Para ser um "blogueiro profissional", também. Não é à toa, aliás, que um fica cutucando o outro. Uma chateação incrível.

Não é um diploma que dá credibilidade e sensatez à alguém e a falta dele que não justifica uma postura imbecil.

Não acho, portanto, que ter um blog signifique ter uma profissão, seja do ponto de vista jornalístico ou monetário. Qualquer "profissionalização" nesse sentido me parece patética e exclusivamente narcisística.

A grande sacada dos blogs não é este espaço onde eu escrevo agora, mas o que vem logo abaixo, para os comentários.

...

Feito isso (mais ou menos bem), repasso o meme para a Gabriela Zago, pro João Barreto e para qualquer outro que queira comentar sobre o assunto.

É isso.

Not to worry about it

Os blogs do OPS saíram do ar por volta das 11h50 da manhã de hoje e só voltaram agora, às 22h30.

Tudo indicava algum erro no servidor e/ou na configuração de alguns arquivos cuja data de modificação era um pouco anterior a do início do problema, quando na verdade era apenas uma questão de permissões de uns arquivos -- que ninguém alterou.

"Not to worry about it," nos disse o sujeito do suporte.

Tudo bem, então.

A Computação é a ciência da fé.

Eu poderia falar do aniversário de São Paulo, da morte do novo Coringa, do vereador-exorcista Cururu, dos altos e baixos das bolsas de valores, do vídeo do Tom Cruise sobre cientologia, da paródia do vídeo do Tom Cruise sobre cientologia, dos peitos recém siliconados daquela argentina que encontrou uma maleta cheia de grana, do mais novo lançamento da Apple ou até mesmo do novo favicon do Google Reader. Eu poderia, também, começar a falar de gadgets, não parar de falar gadgets, dizer tudo sobre os novos e tão esperados gadgets e repetir o que os outros andam dizendo sobre esses mesmos gadgets.

Porra, eu poderia falar do Big Brother, eu poderia citar 1984 também, eu poderia falar dos peitos também siliconados de alguma interna desse programa que eu não assisto (e isso não faz diferença, pois para dissimular meu desconhecimento eu poderia falar um pouco sobre... gadgets).

(E eu poderia encher de links os dois parágrafos anteriores para ganhar um certo respeito pelo número de referências que acabei descobrindo numa longa leitura de algumas centenas de itens acumulados de pouco mais de uma centena de feeds de blogs e sites que não faziam mais do que falar de tudo o que eu poderia falar, mas não vou.)

Eu poderia, e talvez fosse até interessante, falar dos filmes que assisti esse mês (em ordem: O Grande Êxtase do Entalhador Steiner, Blowup, I'm Not There, Jango, Redentor, Os Infiltrados, Oldboy, The Cook the Thief His Wife & Her Lover e Jesus Camp), dos livros que li (Ereções, Ejaculações e Exibicionismos (ou Crônicas de um Amor Louco, parte 1), do Bukowski e A Hora da Estrela, da Clarice Lispector), dos livros que estou lendo (Maiakóvski e um chamado Queda Livre), da série que terminei de assistir hoje cujo penúltimo episódio foi ao ar há exatos 40 anos, do texto que venho escrevendo e que já me tomou um tempo 400% maior do que eu tinha em mente ou de outras tantas negligências musicais, literárias, sociais e, claro, bloguísticas.

Aliás, eu poderia falar sobre o que todo e qualquer dono de blog (e o termo blogueiro soa como algo inferiorizador), o que todo e qualquer dono de blog sabe fazer, e o faz com propriedade e não necessariamente com originalidade, que é falar de si mesmo e do próprio espaço -- e de gadgets, que é um assunto corriqueiro. Poderia também reclamar da falta de tempo, da responsabilidade e periodicidade que nos é subconscientemente exigida nesse mundo tão rápido e cheio de informações, em geral, fúteis. Eu poderia falar de compromisso, de interação, de conhecimento e, claro!, da mística e supostamente expressiva blogosfera -- ah, disso eu já falei, e mal; procurem o link aí nos arquivos.

Ora, eu poderia comentar de modo mais profundo sobre tudo isso que ficou mais ou menos subentendido aqui, mas a verdade é que pouco importa (o único link que lamento não poder citar, por pura preguiça, é de um sujeito, de algum blog que já não lembro mais qual é, que comentou que hoje em dia não se faz mais nada de original, nada novo, estamos nessa onda do remake e da aposta constante em fórmulas que já deram certo, o que, de certo modo, é o mesmo que acontece com os blogs -- pura repetição. Então, ao autor desse artigo que li, sinta-se citado.)

Aproveito para dizer que a pressa, o descaso, a falta de links e de formatação (acho que um itálico cairia bem nos gadgets e nos títulos do filmes e livros), assim como o excesso de parênteses, se devem a uma insatisfação que, roubando uma frase da Olivia dita via twitter, pode ser resumida mais ou menos assim: os blogs andam muito chatos (ou qualquer coisa nessa linha).

(E acabo de perceber que o título do post é, ao mesmo tempo, um bom resumo e um bom encerramento, não é? Então encerro.)

Outro para o Selvagem

Além de comer e beber, aproveitei a calmaria natalina para escrever meu artigo dessa semana para O Pensador Selvagem. Aliás, não poderia ser de outra forma, pois eu deixei pra última hora mesmo.

Dêem um pulo até lá e leiam. Segue o comecinho:

Blogosfera, um Delírio

"Blogosfera", essa palavra tão utilizada para se referir ao grande e emergente universo dos blogs, foi cunhada em 1999 como uma piada. Dois anos depois, o termo foi forjado novamente, dessa vez com mais seriedade, mas muitos preferiram continuar achando graça da coisa. Derivado de logosfera, que se refere ao mundo da língua, da palavra, e já bem consolidado entre os blogs, o termo ainda é capaz de arrancar sorrisos dos mais atentos.

Continue lendo...

É isso.

boring stuff

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.