posto que:
1.
2.
2.1
When I grow up I want to be,
One of the harvesters of the sea.
I think before my days are done,
I want to be a fisherman
posto que:
1.
2.
2.1
When I grow up I want to be,
One of the harvesters of the sea.
I think before my days are done,
I want to be a fisherman
O LSD é uma substância interessantíssima.
Foi sintetizado pela primeira vez em 7 de abril de 1938, pelo cientista suíço Albert Hofmann, que descobriu os efeitos alucinógenos da dietilamida do ácido lisérgico (em alemão, Lysergsäurediethylamid, que é de onde vem o acrônimo tão conhecido) numa ingestão acidental em 1943:
Na tarde de 16 de abril de 1943, ao preparar derivados de ácido lisérgico tive que me ausentar do laboratório subitamente. Senti que algo diferente estava acontecendo comigo. Tudo o que eu imaginava vinha a minha mente como imagens. Foi uma viagem de horror, e me senti como se o fim estivesse próximo. Pensei que era realmente o fim. Mas na manhã seguinte me senti revigorado, como se uma nova vida entrasse em meu corpo -- uma sensação maravilhosa. Impossível descrever quão mágica foi esta experiência.Albert Hofmann - Conferência no Simpósio da Suíça - 13/01/2006
Aliás, esse simpósio ocorreu para celebrar o 100º aniversário do bom e velho Dr. Hofmann, que caminha para os seus 102 anos em 16 de janeiro próximo.
Voltando ao ácido: ele foi utilizado até a década de 1960 como recurso psicoterapêutico no tratamento de doenças relacionadas à esquizofrenia, alcoolismo e disfunções sexuais. Por meio de relatos das experiências com o LSD, não demorou muito para que ele fosse abraçado pelos emergentes movimentos artísticos e musicais no início da década, tornando-se bastante popular nesse meio.
Até meados de 1960, também, foram conduzidos uma série de testes, alguns legais e outros nem tanto, patrocinados pela CIA, que buscava por uma ferramenta eficaz para "lavagem cerebral". O problema é que o LSD não só fracassou nessa finalidade, como até dificultava a tarefa. Não demorou muito para que entrasse na lista de substâncias proibidas e fosse marginalizado como uma droga qualquer.
O LSD revolucionou o mundo. E não é nenhum exagero dizer isso.
Diversos músicos, escritores e cineastas da década de 60 -- e tantos outros nas décadas seguintes -- renderam-se às viagens lisérgicas e muito do que produziram provavelmente não seria tão expressivo e original se não fosse pela descoberta de Hofmann.
Aqui cabem mais algumas palavras do pai da "criança problema":
O LSD não causa dependência, e não é tóxico. O perigo do LSD é esta profunda transformação na consciência resultante: pode ser fantástica, pode ser aterrorizante. Conseguimos integrar o álcool e o tabaco em nossa cultura, mas não integramos o uso de psicodélicos. O próximo passo seria colocar estas substâncias nas mãos de psiquiatras. Cinqüenta anos de experiência não são nada para uma substância que demonstra tão novas e extraordinárias propriedades. Deveria ser possível o estudo apropriado desta substância.Albert Hofmann - Entrevista ao British Independent (1993)
O grifo é meu. De todas as drogas que temos à nossa disposição, é possível que esta seja a mais incrível e, ao mesmo tempo, a menos danosa de todas elas. Chega a ser uma incoerência colocá-la no mesmo patamar da cocaína, por exemplo, e impedir até mesmo pesquisas científicas com a substância...
Enfim, fiz essa rápida introdução ao ácido (apenas teórica, infelizmente) para tentar desmistificar essa droga que, assim como a maconha, é vítima de uma satanização injusta e infundada.
Mas o que eu queria mostrar mesmo são nove desenhos feitos por um artista sob o efeito do LSD em uma experiência conduzida na década de 1950 pelo governo estadunidense. As únicas informações que tenho sobre o experimento são as que estão disponíveis junto com as imagens.
O artista recebeu uma dose de LSD-25 e um estojo de desenho para que ele pudesse desenhar o rosto do médico que o supervisionava. Os resultados estão aqui (a imagem é bem grande).
O LSD, repito, é uma substância interessantíssima.
...
Peguei algumas informações daqui, daqui, daqui e, claro, daqui. Todos merecem uma visita atenta, pois têm muito conteúdo. Quanto a imagem, enviaram-me há um certo tempo e não sei nada sobre sua procedência, infelizmente.
Há alguns dias escrevi um post sobre a errônea satanização da maconha e os usos industriais do cânhamo. Mais recentemente pude assistir um documentário interessantíssimo chamado Grass, que expõe o histórico das proibições da maconha em solo ianque.
No início do século passado, por exemplo, proibir a maconha foi uma forma bastante eficaz de controlar os imigrantes mexicanos que tinham o uso da planta como um dos aspectos de sua cultura. E, a cada década, vemos as novas verdades propagandeadas pelo governo, novas punições e os muitos bilhões de dólares gastos em uma repressão estritamente política.
Se você seguiu a minha dica sobre filmes, poderá baixar este excelente (e didático) documentário que provavelmente não passará em lugar algum.
Ao contrário do capitão Nascimeno, do Tropa de Elite, e de acordo com o José Padilha, creio que as drogas deveriam, sim, ser descriminalizadas.
E deixemos a hipocrisia e "aquela velha opinião formada sobre tudo" de lado por alguns instantes, sim?
Eu resolvi tocar no assunto pela seqüencia de coincidências sobre este tema que me ocorreu durante a semana. Encontrei, ontem, ao acaso, um link para um movimento que denuncia o governo ianque por negar auxílio financeiro aos estudantes que já estiveram envolvidos com drogas e, também, por facilitar o ingressos destes no exército estadunidense.
Ou seja, quando os Estados Unidos quiserem derrubar o governo legítimo de algum país, coincidentemente rico em petróleo, estarão não só atrás de poder (ou da famigerada "democracia" para os povos) como também de uma forma bastante eficaz de eliminar, literalmente, esses jovens inconseqüentes e problemáticos dos braços da grandiosa nação que confia em deus. Por que, como bem nos mostra o vídeo no link que citei, se aqueles que precisam de auxílio para estudar são rejeitados, o Tio Sam os acolherá com muita alegria e satisfação.
A outra coincidência sobre este assunto que me ocorreu, foi o fato da discussão sobre a legalização da maconha ter surgido junto a alguns amigos e conhecidos meus. Eu sempre argumentei a favor e o faria aqui, mais uma vez, não fosse a terceira coincidência: em meio ao furor do REUNI e por conta de certos acontecimentos recentes aqui da universidade, acabei caindo na página do DCE e descobri que eles têm uma rádio. Não sintonizei nela, nem sei a freqüência, mas lá mesmo estava disponível um programa em mp3.
E, sim, você acertou, era sobre a legalização, não só da maconha, mas também do cânhamo para fins industriais. Por isso, achei que seria muito mais legal divulgar esse programa da rádio do DCE em vez de redigir aqui um texto demasiadamente longo e muito menos rico em referências.
Entrando na página do DCE, logo no cabeçalho, há o convite para o visitante escutar a rádio "Ultra Livre". Eu não sei se aquilo continuará lá por muito tempo e também não faço idéia se eles costumam atualizar os programas. Sendo assim, se você clicou lá e não viu nada do que eu disse, tente aqui. E se num futuro próximo este outro link parar de funcionar, avisem-me, vou encher o saco deles para que disponibilizem as mp3 -- aliás, já era para estar lá...
Pelo player disponível na página, você pode pular para qualquer uma das 3 partes do programa. A primeira é sobre a ONG Plantando a Paz, cujo objetivo é lutar pela legalização do cânhamo para fins industriais e as outras duas são sobre a legalização da maconha para uso pessoal.
Vale a pena escutar. Há dados e informações muito interessantes que ajudarão a dessatanizar (belíssima palavra!) a imagem que sua vó Lurdes (& família) tem dessa inofensiva erva criada por deus.
* * *
UPDATE: Fui fuçar no link do player e descobri os links para os arquivos em mp3: cá estão a primeira parte, segunda parte e terceira parte. Agora ficou mais fácil.
UPDATE2: Os links acima morreram. Novos links, saudáveis e funcionais, aqui.